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13 de jun de 2011

O ceguinho do ônibus

Dia desses eu tava na parada esperando o bus pra ir pro trabalho... umas sete e pouca da madrugada, sabe como é... junta o sono, mais a esperteza habitual da pessoa...

Eis que um CEGUINHO pede ajuda:

-  Você me avisa quando vier o São Savério?

- São Savério? Hummm... é um ônibus verde?

 ¬¬

10 de jun de 2011

O homem que mandava corações

Uma vez conheci um homem que me mandava corações. E aquilo era tão lindo. Uau! Um homem que manda corações. E sabia elogiar de um jeito que jogava o ego lá no céu. E eu deixava lá, o ego, lá em cima. E me sentia mais gostosa que a Juliana Paes. Não que ele já tivesse comido a Juliana Paes. Não importa. Porque ele mandava corações.


E se eu chegasse em casa daquele jeito em que só o que você quer é agarrar uma lata de leite moça, o homem que mandava corações aparecia. E tudo parecia absurdamente ridículo perto da taquicardia que me dava qualquer vírgula que viesse dele. Nem o cliente mala enchendo o saco, o jeans que não fecha mais, ou as contas do mês por fazer. Tudo muito ridículo quando se tem um homem que manda corações.


Ele não era lindo, nem magro, nenhuma semelhança com o Ashton Kutcher - a não ser a distância que os dois estavam de mim - mas tinha um beijo de fazer arrepiar até os pelos que já se foram.


De vez em quando sumia. Aparecia. Sumia de novo. E voltava falando em saudade. Numa dessas idas conheci outro sujeito. Ele era uma gracinha. Mas não mandava corações.


E voltava. E ia de novo. Então é assim? Desaparece e chega, manda um coração e está servido?


Eu não seria mulherzinha se não imaginasse mil interpretações pro homem que mandava corações. ‘Um coração porque eu gosto de você, sua linda’. ‘Pega um coração aí e não me enche o saco, porra’. E o coração, que antes me fazia suspirar, passou da interrogação, à angústia e raiva. Proibi até a minha mãe de me mandar o dito cujo.


E então apareceu outro sujeito. Ele era uma gracinha. E, yes!, não me mandava corações.

Estou de volta pra você! Se você me aceitar... ♪

Caramba! O tempo passou!

Eu sei, eu sei... já falei isso antes.

Voltei.

Vem, volte também!

Me faz companhia :)