
Conta a história de um bonitão que pega geral, mas não se amarra em ninguém (inédito, não?). Lá pelas tantas aparece o fantasma de uma ex (parece redundante) e leva o moço pra uma viagem de volta ao passado.
Ele descobre que sempre foi apaixonado pela mocinha do filme (a Jenifer Garner) e fugiu dela por acreditar na teoria "o poder está com quem se envolve menos".
A lógica é simples: quem estiver menos envolvido tem o controle da situação, sofre menos. Daí ele viu que estava se apegando, picou a mula. (aliás, que mula!)
Mas é Hollywood. Ele chega a conclusão de que ter o "poder" não é ter felicidade. Ser feliz é estar com ela e eles casam.
Bem, o filme acaba e não mostra depois do casamento, que, dizem, é quando passa de comédia-romântica com pornô, pra algo em torno do suspense e terror. Dizem.
Tá, por que eu tô falando tudo isso?
Primeiro porque eu errei a data de entrega e tive que pagar duas locações. Tô com raiva e esse filme tem que servir pra alguma coisa, nem que seja um post.
Segundo porque, parando pra pensar, a teoria até faz sentido: Quem se envolve menos, sofre menos. Só que eu preciso discordar: Quem se envolve menos, aproveita menos. Veja bem: de que adianta eu ter alguém louco por mim se eu não for por esse alguém? Ego? O bom de estar apaixonado é ficar suspirando.
O problema é quando se deixa a razão de lado. Não é porque se está apaixonado que tem que guardar a inteligência na gaveta. Mas privar-se daquele arrepio só em chegar perto, daquela sensação de “vale a pena”, por puro medo de se envolver, é tão ridículo que dá abuso.
Talvez eu seja apenas uma sentimentalóide influenciada pelos roteiros de Hollywood e da Globo. Prefiro achar que sou alguém que não sai por aí procurando por amor. Mas que também não se esconde embaixo da cama quando ele aparece.
Sem essa de felizes para sempre. Os filmes nunca mostram o que vem depois. Então que seja eterno enquanto dure. Intenso enquanto dure. Se “o pra sempre, sempre acaba”, não sou eu que vou dizer. Me diga você... se souber responder.
;-)