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27 de jul. de 2011

Enquanto isso no Facebook...


·  corri 11 km hj
·  to feliz
·  endorfina na veia mano
 
  • eu não corri e comi macarronada. carboidrato mano
  • hahahaha
  • insulina
  • depois comi "sem parar", o genérico do bis
  • depois da corrida eu tomei um suplemento de Amino Nitrato e comi uma banana
  • eu tomei guaraná
  • vou te denunciar pro Medida Certa

***
Como eu sempre digo: quem tem amigos... tem tudo!

 #vaigordinha

1 de jul. de 2011

O segredo dos compositores

Sempre que leio um texto ou ouço uma música que eu gosto penso no quanto será que tem do autor ali. Até onde é realidade e onde começa a ficção. O quanto de dor ou alegria foi (ou é) realmente sentida por quem escreveu aquela letra. E sempre que tenho a oportunidade pergunto ao autor. É mania. Não que eu conheça muitos compositores, mas tenho o privilégio de ter acesso a pessoas que conseguem me sensibilizar com sua arte. Seja no trabalho ou nas amizades que a gente faz por aí na vida.

Uma vez perguntei a um conhecido se uma música dele era algo que tinha vivido. Fala em desencontros, desejos reprimidos e a vontade de chegar ao bom e velho final feliz. Sinceramente, eu esperava um 'sim' de resposta. Mas, para minha surpresa, ele disse que não é bem assim. Que a música vem. Assim. Ela só vem. Entendi, mas não deixei de acreditar que, sim, tinha a marca dele ali.

Outra vez um amigo, músico e compositor, disse acreditar ser algo espiritual. Que ele compunha e quando via o resultado pensava em como tinha feito algo tão lindo. Não é falta de modestia, ele faz músicas de arrepiar de tão lindas. De novo, que a música vem. Mas, tinha, sim, algo de real ali. Tinha, sim, um quê de verdade misturado com uma dose de exagero que forma a receita certa pra fazer chorar. Todo mundo já amou. Todo mundo já sofreu. E se ainda não cicatrizou, meu bem, você vai chorar.

Mas a cereja do bolo (com o perdão do clichê) veio esta semana com uma entrevista que fiz no trabalho. Há dias ouvi uma música que me marcou muito. "Ainda é tudo seu". Ouvi trabalhando, em casa, antes de dormir...  O estranho é que pensei em várias pessoas e amores. "Ainda tenho tanta coisa pra te dizer e saber". "Eu volto pra te buscar". E pensei em mim."Segredos moram comigo, eu gosto de contar pro céu". Então eu encontrei a Luiza Possi, compositora e intérprete da música. E fiz a pergunta de sempre - com o pretexto que é para a matéria (e também é), mas mais para matar a minha velha curiosidade, 'aquela de outros anos'.

Ela disse que não é sobre uma pessoa apenas, mas várias. Quem ouve pode jurar que é para um amor. Mas é uma combinação de experiências em estrofes que se aplicam a vários personagens de sua vida e a si mesma. E eu sorri. Em pensamento. Me pego fazendo isso em textos jamais publicados. Crio histórias que misturam realidade e fantasia e penso em que interpretação - talvez ainda mais fantasiosa - o leitor poderá criar. Misturo amores, vontades e saudades.

Cheguei à conclusão que cada texto tem o íntimo do autor - muito mais que uma simples eleição de palavras -, a expressão de seus sentimentos. E isso se mistura com uma fantasia não vivida para dar o tcham da coisa. Talvez o que quisesse viver, mesmo que inconscientemente, ou o que imagina que os outros vivam.

Não posso falar por todos os escritores. Mas posso por mim. Não me leve tão à sério. Pode ser só invenção, fantasia. Pode ser a mais pura realidade. Ou pode ser uma intencional combinação dos dois. E o mais provável... é que assim será.

"Segredos moram comigo, eu gosto de contar pro céu. A vida inteira é muito pouco só pra começar desvendar..." 

13 de jun. de 2011

O ceguinho do ônibus

Dia desses eu tava na parada esperando o bus pra ir pro trabalho... umas sete e pouca da madrugada, sabe como é... junta o sono, mais a esperteza habitual da pessoa...

Eis que um CEGUINHO pede ajuda:

-  Você me avisa quando vier o São Savério?

- São Savério? Hummm... é um ônibus verde?

 ¬¬

10 de jun. de 2011

O homem que mandava corações

Uma vez conheci um homem que me mandava corações. E aquilo era tão lindo. Uau! Um homem que manda corações. E sabia elogiar de um jeito que jogava o ego lá no céu. E eu deixava lá, o ego, lá em cima. E me sentia mais gostosa que a Juliana Paes. Não que ele já tivesse comido a Juliana Paes. Não importa. Porque ele mandava corações.


E se eu chegasse em casa daquele jeito em que só o que você quer é agarrar uma lata de leite moça, o homem que mandava corações aparecia. E tudo parecia absurdamente ridículo perto da taquicardia que me dava qualquer vírgula que viesse dele. Nem o cliente mala enchendo o saco, o jeans que não fecha mais, ou as contas do mês por fazer. Tudo muito ridículo quando se tem um homem que manda corações.


Ele não era lindo, nem magro, nenhuma semelhança com o Ashton Kutcher - a não ser a distância que os dois estavam de mim - mas tinha um beijo de fazer arrepiar até os pelos que já se foram.


De vez em quando sumia. Aparecia. Sumia de novo. E voltava falando em saudade. Numa dessas idas conheci outro sujeito. Ele era uma gracinha. Mas não mandava corações.


E voltava. E ia de novo. Então é assim? Desaparece e chega, manda um coração e está servido?


Eu não seria mulherzinha se não imaginasse mil interpretações pro homem que mandava corações. ‘Um coração porque eu gosto de você, sua linda’. ‘Pega um coração aí e não me enche o saco, porra’. E o coração, que antes me fazia suspirar, passou da interrogação, à angústia e raiva. Proibi até a minha mãe de me mandar o dito cujo.


E então apareceu outro sujeito. Ele era uma gracinha. E, yes!, não me mandava corações.

Estou de volta pra você! Se você me aceitar... ♪

Caramba! O tempo passou!

Eu sei, eu sei... já falei isso antes.

Voltei.

Vem, volte também!

Me faz companhia :)